sábado, 27 de novembro de 2010

Representação gráfica das cores

Depois de termos matematizado sobre composição de cores, avançámos, e tentamos agora representar graficamente as cores obtidas através da representação em aula do Triângulo de Maxwell; onde as cores são representadas em três eixos que formam ângulos rectos entre si. Cada qual correspondendo a uma cor primária. Um quarto eixo de referência denota o local geométrico dos pontos correspondentes ao branco, ou eixo acromático.
Este sistema, contudo, acaba por ser limitado pois é impossível representar, neste triângulo, todas as cores RGB pois não contém a informação de luminosidade intrínseca a uma determinada cor em estudo. Para resolver este problema foi criado o sistema LAB color.


domingo, 14 de novembro de 2010

Cores Primárias e Secundárias. Aditivas e Subtractivas.

Chegou a altura de deitar contas às cores. Depois de, em aula, nos debruçarmos sobre a composição do olho humano, e de começarmos a matematizar sobre as leis de Grassmann, talvez chegue o momento de voltar aos básicos e perceber sobre o que matematizamos quando matematizamos as leis de Grassmann.
Para perceber do que trata as Leis de Grassmann, é melhor perceber primeiro o que são as Cores Primárias, pois é a partir de cálculos destas três cores que se quantificam os fenómenos de natureza cromática em que estas Leis assentam.
As Cores Primárias são conjuntos de cores que não podem ser decompostas noutras cores, mas que, quando misturadas umas com outras, criam uma outra cor. É a chamada cor secundária, nasce a partir da mistura de duas primárias. Existem dois tipos de cores primárias: subtractivas e aditivas.
Falamos de cores primarias aditivas quando falamos de cores RGB, que resultam da emissão de luz e quando somadas na sua intensidade máxima dão origem à cor branca, por isso se diz aditivo, precisamente porque, quando somado, dá branco. Quando há ausência de luz temos, portanto, o preto.
O sistema de luz RGB é, por isso, o sistema usado para reproduzir cor em todos os dispositivos que emitam luz (ex: monitores). O espectro de cores RGB é baseado na teoria de cor tricromática de Young-Helmholtz e no triângulo de cores de Maxwell.
O sistema de cores RGB é impossível de materializar, de se tornar físico, palpável. Não é possível imprimir em RGB. Não existem tintas, pigmentos, desse sistema de cor.
Na industria gráfica, é usado outro sistema de cores primárias, designadas de cores primárias subtractivas, porque quando somadas nas sua densidade máxima, resultam na ausência de cor.
O preto (K). São elas o Cyan, Magenta, Yellow. Quando misturadas, quaisquer uma destas cores, dão origem, também, a cores secundárias. Em conclusão, a combinação de duas cores primárias, cria uma cor secundária. Como se pode observar nas imagens em baixo, as cores primárias aditivas, são as cores secundárias das cores subtractivas primárias e vice versa.



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Metamerismo.

Até agora temos falado, nas aulas e aqui no blog, de vermos a sensação de cor alterada, consoante os diferentes tipo de iluminante a que expomos determinado objecto.
Mas...e se tivermos dois objectos de cor diferente, que iluminados sob determinada fonte luz produzam uma sensação de cor igual, e expostos a outro tipo de luz, produzem uma sensação de cor diferente ao olho humano?
A esse fenómeno dá-se o nome de metamerismo.
É o fenómeno que faz coincidir objectos de cor aparentemente igual, mas que de facto, têm uma distribuição espectral diferente. Existem vários tipos de metamerismos:
Metamerismo de iluminante: quando dois objectos coincidem quando observados por um tipo de luz, mas divergem quando vistas com uma fonte de luz diferente. Metamerismo geométrico: ocorre quando os objectos são vistos a um determinado angulo de visão com cores iguais, mas ficam com sensações de cor diferentes quando observadas noutro angulo.
Metamerismo de obseravdor: acontece quando dois observadores, têm sobre dois objectos diferentes, também sensações de luz diferentes; para um observador os dois objectos podem ter sensações de luz iguais, e para outro, sob as mesmas condições de observação, transmitem sensações de cor diferentes.
Metamerismo de campo (de visão): quando perante um observador, um mesmo objecto transmite sensações de cor diferentes, conforme o tamanho, ou a distancia, com que é apresentado ao observador. Se estivermos a ver uma pequena amostra de um objecto constatamos uma cor, onde podem não existir cones receptores de determinado comprimento de onda, se iluminarmos o objecto todo, ficamos com a sensação de que este mudou de cor, porque vamos despertar na retina os cones sensíveis a outros comprimentos de onda.
Metamerismo, é por isso um conceito que está, também, estreitamente ligado à constituição do olho humano, e por consequência à observação que cada pessoa faz dos objectos. Isto deriva do facto de, cada ser humano, ter dentro da retina, diferentes proporções de cones, sensíveis a determinados tipos de amplitude de onda, mais curta ou mais longa. Estes cones, são basicamente, de três tipos: receptores de onda curta, designação S de short, ou mais usual mas incorrecto R de red; receptores de onda media, designação M (medium) ou G (green); e receptores de onda longa com a designação L (long) ou B (blue). Conclui-se portanto que, a proporção de cones varia não só no mesmo observador (uma pessoa com maior proporção de R's e menor de G's e B's), como também de observador para observador (uma com maior proporção de R's e outra de B's, por exemplo), o que leva a que a sensação de cor, de um mesmo objecto varie de indivíduo para indivíduo.Tanto pode, um objecto com o mesmo espectro de cor, transmitir sensações de cor diferentes para diferentes pessoas, como dois objectos com espectros de cor diferentes podem, à mesma pessoa, transmitir igual sensação de cor.