segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ICC's

A sua designação, International Color Consortion, vem da instituição internacional criada em 1993 pelas principais empresas que mexem com a cor nas suas diferentes utilizações (Adobe; Agfa; Apple; Kodak; Microsoft; Silicon Graphics etc). Se alguém ligar para o nosso telemóvel, a dizer que quer vir ter connosco, convém que nos diga onde se encontra nesse momento, para que possamos explicar caminho certo para nos encontrar. Com os icc's, acontece a mesma coisa.
Servem para saber-mos de que espaço de cor vem determinado ficheiro, para o podermos enviar correctamente para o espaço de cor a que se destina. Isto aplica-se quando estamos a digitalizar uma imagem num scanner, a visualizar uma imagem no monitor ou quando imprimimos um ficheiro. Um ICC é uma normalização da linguagem de espaços de cor e serve para termos presente as especificações. É a ideia central para quem mexe com cor.
Seja apenas em monitor, seja para quem tem necessidade de imprimir qualquer ficheiro, em qualquer impressora: IDENTIFIQUE SEMPRE O ICC COM QUE ESTÁ A TRABALHAR. Não basta dizer que é CMYK ou RGB; dentro destes espaços é necessário especificar qual o ICC que estamos a usar. Um ficheiro que não tenha o ICC identificado, quando impresso, pode não ficar com o aspecto desejado. O exemplo abaixo mostra o que pode acontecer com o mau uso dos ICC's.
 Aqui, uma definição de ICC, em português com açúcar.

Perfil de cor (ICC) atribuido.


Sem perfil de cor correcto a imagem perde detalhe porque não sabemos qual o espaço de cor correcto que foi usado.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CMY ou CMYK

As cores subtrativas Síntese aditiva, síntese subtractiva, rgb na impressão, mas afinal imprime-se CMYK e teoriza-se CMY, reflexão, absorção. Grande confusão. Filtremos, também, o que se passa. De facto IMPRIME-SE em cmyK, para vermos RGB (e isso já está explicado em posts anteriores); TEORIZAMOS em CMY e imprimimos em CMYK pela simples razão de que não existem tintas perfeitas neste mundo. Nem noutro, talvez. Perfeito só deus. Para os que nele acreditam.
Expliquemos, então, os problemas mais terrenos. Quando teorizamos o tal CMY, fazemo-lo, partindo do princípio de que, as tintas seriam perfeitas, e que filtrariam na perfeição, como mostra a imagem do post anterior, as cores que deveriam absorver. Isso não acontece, e há sempre uma parte da cor que deveria ser absorvida na totalidade, mas que apresenta valores de transmitância. No magenta, por exemplo, idealmente seria absorvido a totalidade do Green e transmitido só o Red e Blue de determinada cor, acontece que há sempre uma percentagem de Green que vai atrás, ou seja é transmitida. Este fenómeno só acontece devido ás limitações da tinta. Ou seja, existem contaminações de outras cores em determinada tinta.
Teoricamente, a soma das tintas impressas deveria produzir um Preto perfeito, mas na prática, sem a existência de uma quarta cor (preto), o preto produzido pela soma das três cores CMY seria um preto acastanhado. Muito longe do ideal. Por isso em artes gráficas, em grandes manchas de cor preta, usa-se uma composição de Preto a quatro cores (CMYK), para que de facto ele fique mais denso. Para criar o preto a partir das primarias CMY, temos, então de achar a componente cinza comum às três cores e aplicá-lo no canal do preto (K). Esta "componente cinza" é o valor comum de percentagem de cada tinta, que teoricamente, em percentagens iguais, daria um cinza neutro. Essa componente cinza transferida para o canal do preto, é, depois, retirada aos canais CMY, para manter a mesma aparência cromática. O quadro abaixo mostra o que falámos.